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A rosa - c/ Liam Payne

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Estava eu rindo sozinha deitada na minha cama. Não havia ninguém em casa, então eu poderia gargalhar daquele livro o quanto eu quiser. Livro esse que eu tinha pegado na biblioteca à mais de um mês, mas só tive tempo de parar e ler agora... Minha vida tão corrida, casa, escola, e ainda tem as maratonas semanais, pois sou uma atleta ciclística.

Mas, como sempre na melhor parte da história, sou interrompida pelo telefone que tocava no andar de baixo da minha casa. Solto o livro que lia e corro para atender.

~~~~~~LIGAÇÃO ON~~~~~~

Eu: Alo?
Xxx: Oi minha flor! - Falou minha tia, Katie -
Eu: Ah, Olá tia.
Katie: Bom dia... Sua mãe está?
Eu: Não, ela viajou com o pai.
Katie: Quando ela volta?
Eu: Acho que domingo..
Katie: Hm.. Posso pedir uma coisa a você?
Eu: Claro, pode pedir..
Katie: Quero que fique com a Patty hoje a tarde.. Acontece que eu tenho uma emergência agora de tarde na empresa e não posso levá-la, pois ela tem um trabalho da escola para fazer... Podes fazer isso para mim?
Eu: Sim, eu amo ficar com a Patty!
Katie: Ai que bom, querida... Depois do almoço, okay?
Eu: Claro.. Pode me esperar.
Katie: Muito obrigada... Beijo!
Eu: Outro!

~~~~~LIGAÇÃO OFF~~~~~~

Sério, eu adoro ficar com a Patty, ela tem 8 anos e é uma ótima criança.
Desliguei o telefone e fui ver o que tinha para comer na geladeira. Estava quase na hora do almoço, mas eu não tinha fome. Peguei um pouco de lasanha e comi, assistindo TV.

O tempo se passa rápido, e já chega quase a hora de ir para a casa da tia Katie.. Subo, tomo um banho rápido e me visto. (http://www.polyvore.com/cgi/set?id=94121319&.locale=pt-br)

Pego meu skate e vou em direção a casa, que nem é tão longe assim da minha. Chego, vendo a minha tia já pronta para sair, do lado de fora.

Eu: Oi tia, demorei?
Katie: Não.. Está pontualmente certa, como sempre, minha linda! - Tocou meu queixo -
Eu: - Ri - Já vai?
Katie: Sim, sim.. Eu quem estou apressada. Olha, a Patty está na sala. Ela espera uma amiguinha que vai fazer um trabalho aqui hoje. Tudo bem?
Eu: ótimo, cuidarei delas muito bem. - Sorri -
Katie: Creio que não ficarás sozinha com as duas... Talvez o irmão da Lívia, que é a menininha, ficará aqui também.
Eu: Tudo bem.. Tchau!
Katie: Tchau! - Entrou no carro - Qualquer coisa, me liga.

Acenei enquanto o carro sumia na esquina, e entrei na casa, vendo a Patty assistindo um desenho na sala com um potinho de iogurte na mão, e completamente distraída. "Patty?" Falei chamando sua atenção. Ela se virou sorridente e correu para um abraço.

Patty: Você não sabe quem vem hoje aqui...
Eu: Hum.. deixa eu adivinhar... Ah! sua amiguinha, Lívia? - Falei como se não soubesse -
Patty: Ela e...?
Eu: O irmão dela?
Patty: Aham! Ele é bonitão.
Eu: - Ri - Que é isso, menina? - Apertei seu nariz - Já falou isso á ele?
Patty: Não! - Falou séria - Não fala para minha mãe...
Eu: Prometo...
Patty: Faz assim. - Fez um gesto com a mão -
Eu: Assim? - Imitei-a -
(http://25.media.tumblr.com/tumblr_m6nmu9nybd1r9h9b1o1_500.gif)

Patty sorriu inocente, como ela é. Fiz uma pipoca no microondas e me juntei com ela ao desenho, que nem era tão engraçado assim, mas ela ria como se assistisse à um stand-up comedy.

Logo a campainha toca, então me levanto e vou ver no olho mágico. Percebendo que era um rapaz bem bonito, aquele deveria ser o tal irmão bonitão da amiguinha da Patty.
Abro um pouco a porta, apenas deixando minha cabeça a vista. Vendo uma menina com sacolas e o rapaz com uma mochila.

Eu: Lívia? - Falei para a menina -
Lívia: Olá! A Patrícia tá aí?
Eu: Sim, e a sua espera.. Entre! - Abri mais a porta, fazendo a menina entrar à pressas -

O seu irmão ficou na porta, parado, acho que esperando para que eu o convidasse para entrar.

Eu: Fica a vontade! - Apontei a casa -

Ele sorriu e entrou, deixando a mochila de sua irmã na mesa em que elas estavam.

Lívia: Liam, eu vou pro quarto da Patty.. Não vá embora, por favor!
Liam: Não vou, querida. - Sorriu -

As meninas entraram no quarto, fechando a porta com força. "Hey!" Falei preocupada em direção ao corredor, fazendo o rapaz rir e se sentar no sofá.

Eu: Seu nome é Liam?
Liam: Sim.. Que mal educado. Desculpa... Qual é seu nome?
Eu: (SeuNome). - Estendi a mão, e ele me cumprimentou -
Liam: Nunca te vi... O que és da Patrícia?
Eu: Prima. Ás vezes babá... - Olhei pro lado - A sua irmã tem medo de ficar sozinha?
Liam: Sim... Ela pensa que eu não viria buscá-la. Sempre que trago ela aqui, é essa história.
Eu: Tadinha...
Liam: Mas me conta... Quantos anos você tem?
Eu: 18, e você? - Vi um sorriso em seu rosto -
Liam: 20... - Falou mais acostumado com minha presença - Gostei do seu estilo.
Eu: Obrigada. - Falei olhando a hora no celular -
Liam: Olha isso.. - Apontou meu celular - É igual á minha tattoo.

Me mostrou uma tatuagem de setas pretas, igual à capa do meu celular, e realmente era igual. Não lembro quem me deu essa capa.. mas eu sempre gostei dessa figura.

Eu: É mesmo! - Sorri - O que significa essa imagem?
Liam: Não sei... Vi e gostei.
Eu: É maneira. - Ri -
Liam: Você tem tatuagem?
Eu: Não.. Ainda não.
Liam: Quer fazer?
Eu: Não sei.. tenho medo de me arrepender.
Liam: Esse é um problema. - Olho para baixo -
Eu: O que foi?
Liam: Tenho uma tatuagem que me perturba.
Eu: Qual?
Liam: Aqui.. - Mostrou o pulso -

Tinha algo escrito como "Danielle True Love", não deu muito para entender, pois estava borrada.

Eu: Quem é Danielle?
Liam: Minha ex namorada.

S/n (Off)
Liam (On)

Eu não queria tocar no assunto da Dani.. Ela foi muito importante para mim! Sempre que penso no passado, logo as lágrimas saem sem permissão.

(SeuNome): O que aconteceu?

Aquela pergunta, que eu odeio escutar. Mas a garota não tem culpa, eu quem a deixei curiosa, agora terei que falar, ou tentarei.

~~~~~~ FLASHBACK ON ~~~~~~~

Eu estava super bem com a Danielle, ela me fazia se sentir no céu. Minha vida havia se completado, se não fosse uma simples briga, creio que por nada.
Peazer gritava comigo ao telefone, pois eu havia faltado na sua casa a noite passada. Sim, eu faltei, mas aquela noite eu estava fazendo uma surpresa para ela. Danielle não sabia que eu tinha feito a tatuagem para comemorar nosso primeiro ano de namoro.

Danielle: Acha que eu sou besta, Liam? Não vou mais ficar te esperando!
Liam: Calma, você não está entendendo...
Danielle: Ah, não estou? Desculpa se estou sendo tão rude por você não vir comemorar comigo! Um ano, Liam! Sabe o quanto isso é importante?
Liam: Eu vou te explicar... Deixa eu falar!
Danielle: Não.. não precisa falar mais nada.

Desligou antes que eu pudesse dizer qualquer coisa. Joguei o celular no tapete da sala, chorando. Ela não deveria ser assim, ela iria gostar tanto do presente...
Mas Danielle não teve tempo de ver. Uns dizem que ela foi na casa da sua amiga de carro, e se distraiu no celular.. Outros dizem que ela fez isso de propósito, mas eu não quero acreditar na segunda opção.
(http://2.bp.blogspot.com/-_KIC9KeZnmk/UXapKEdKDxI/AAAAAAAAFCQ/anVmL1pHAic/s400/driver-asleep-accident.gif)

~~~~~~ FLASHBACK OFF ~~~~~~~

Eu: Comecei uma sessão para tirar isso de mim. Não quero ficar lembrando de uma coisa que, talvez, fosse minha culpa.
(SeuNome): Não foi sua culpa! - Se aproximou - Ela não faria isso de propósito. Foi um acidente!
Eu: Eu não deveria discutir com ela.. deveria ter falado logo. Isso não teria acontecido! - Prendi a voz -

Liam (Off)
S/n (On)

Ele falou de um jeito que até eu me senti culpada. Fiquei com tanta dó, que me segurei para não chorar também.

Eu: Isso vai passar, tá? Não se culpe... Ela pode estar num lugar bem melhor agora. - Segurei seu ombro -
Liam: Espero que sim...
Eu: Quer um chá? Vai te acalmar...

Liam não respondeu, mesmo assim, eu fui para a cozinha fazer um chá de camomila para ele, que estava bem nervoso.
Trago uma xícara para sua frente, ele pega e toma mais calmo.

Liam: Me desculpe por isso...
Eu: Nenhum motivo para desculpas.
Liam: Eu não falo sobre esse assunto com ninguém.
Eu: Pode confiar em mim.. Isso é meio difícil por não nos conhecemos direito, mas eu me importo com as pessoas.
Liam: Linda virtude.
Eu: Obrigada... - Sorri -
Liam: E lindo sorriso. - Sorriu de volta -

Fixei seus olhos, um pouco tímida, mas me mantive sorrindo e agi como se não tivesse escutado. Mexi no meu cabelo e me levantei para ligar a TV outra vez.
Mas sinto meu braço sendo puxado de volta ao sofá, me deixando frente a frente ao rosto do Liam. "O que é isso?" Falei sem voz, já envolvida no clima. Ele aproximou nossos rostos lentamente, me deixando espaço para fugir dali à qualquer momento, mas eu me mantive.
Acho que seu perfume e a pele quente me prendeu ao seu corpo, não conseguia sair dali mesmo se eu não quisesse. "Posso?" Liam falou já perto de minha boca, deixando seu hálito de camomila tomar conta de meus lábios. Com os olhos fechados, logo afirmei e dei impulso, intensificando um beijo que não fazia sentido, mas com muita harmonia dos dois lados.

Eu: Não... - Parei e me virei, um pouco arrependida -

Ele ficou a me olhar, confuso, certamente não entendia que eu não queria me aproveitar de seu momento frágil. Olhei-o novamente, agora mais séria e tímida.

Liam: O que houve?
Eu: Me desculpa... Eu.. E-eu nem... Eu nem te conheço direito. Desculpa. - Me sentei -
Liam: Me desculpa também. Não quero que pense que te beijei pensando na Danielle.
Eu: Não.. não estou pensando isso.

A Lívia e a Patty vieram correndo do corredor, avisando que já tinham acabado o trabalho. Liam sorriu para elas como se nada tivesse acontecido, e eu agi da mesma forma.

Lívia: Por que você está vermelho? Estava chorando? - Falou ao Liam -
Liam: Sim pequena. - Sorriu forçadamente -
Lívia: É por causa da Danielle, não é? - Sussurrou, e ele afirmou com a cabeça -
Eu: Já terminaram o trabalho? - Tentei mudar o assunto -
Patty: Sim! Ficou ótimo...
Eu: Hm.. depois eu quero ver. - Sorri -

Liam: Vamos Lívia?
Lívia: Sim, deixa só eu pegar minha mochila..

Saíram as duas meninas para o quarto da Patty novamente. Liam me olhou, à estralar seus dedos, parecia esperar alguma coisa de mim.

Eu: Então...
Liam: Então eu posso te chamar para sair? - Falou um pouco sério -
Eu: Tem certeza? - Falei preocupada -
Liam: Toda a certeza. Não vou me prender ao passado... Não quero isso pra mim.
Eu: Fique forte. - Toquei sua mão, e ele apertou -

Sorri olhando seus olhos, que estavam mais calmos e na cor normal. Liam mordeu seu lábio e soltou um "Obrigada", Pegou a mão da Lívia que já estava na sala e saiu pela porta.
Mas eu não tinha ainda seu celular ou algo que me fizesse falar com ele novamente, então corri atrás dele, que ainda estava perto, pegando o número de seu telefone e confirmando um passeio na praia à noite.

(...) ...Três dias depois...

S/n (Off)
Liam (On)

Eu estava sentado no chão de uma sala vazia. Minhas vestes, de pretas, ficaram coloridas e brilhantes. Um caixão, parecido com o da Dani, se encontrava no meio da sala. Então me levantei e fui olhar quem estava nele, mas estranho ao vê-lo vazio.

Um vento soprou, me chamando atenção à porta, então olho e vejo a Danielle. Seus cabelos cacheados seguiam a direção do vento, e ela estava vestida com uma roupa colorida, como a minha. Sua face sorridente e, ao mesmo tempo, com lágrimas, me fez chegar mais perto.

Danielle: Meu Liam... - Tocou meu queixo -
Eu: Dani! - Abracei-a forte - Estou com muita saudades sua... - Falei chorando -
Danielle: Não, não chore! - Falou sorridente - Estou feliz por você me deixar livre.
Eu: Como livre?
Danielle: Se apaixonasse outra vez... Isso me deu liberdade! Não vê como estamos bem? - Olhou nossas roupas - Ela te fez bem... A mim também. Não fique triste por mim, eu estou ótima! Me desculpe, não queria te deixar sozinho nessa vida.
Liam: Eu me sinto muito culpado por sua morte. - Abaixei a cabeça -
Danielle: Foi um acidente, eu tinha me arrependido antes do acontecido. Apenas peço que me perdoe pelo que fiz para eu poder descansar.
Liam: Eu te perdoo, minha flor...
Danielle: Fique com ela... Fique... - Me entregou uma rosa vermelha - Cuide dela. Fique com ela..

Karen: Liam?

Minha mãe me tocava os ombros, me fazendo despertar daquele sonho estranho, mas ao mesmo tempo, que me trouxe tanta paz. Acordo mais renovado e leve...

Karen: Pesadelo, querido?
Eu: Não.. Pelo contrário! - Sorri e me levantei -
Karen: Ei, onde vai?
Eu: Vou sair... Vou sair com uma garota.
Karen: Que bom que você está conhecendo outras garotas...
Eu: Essa foi escolhida pela Dani. - Beijei seu rosto -

Deixei minha mãe com uma cara assustada e fui em direção ao banheiro. Eu estava convicto em ficar com aquela garota... Faz três dias que falo com ela, e seu beijo ainda está em meu lábio, mesmo tido sido tão rápido.
Eu tinha que vê-la hoje.

Liam (Off)
S/n (On)

Uma mensagem de SMS do Liam havia cortado meu tédio aquela tarde. "Sabe aquele passeio que marcamos? Pode ser hoje? Por favor... xx -Liam"... Não entendi a pressa, mas acho que ele estava precisando conversar. Já que não tinha mais nada para fazer naquela casa e meus pais ainda não haviam chegado de viagem, me permiti sair com o Payne, então mandei outra mensagem confirmando e esperei a noite chegar.

(...)

Logo chega a noite e eu havia ido tomar um banho. Estava eu estranha com alguma coisa, não sei... eu estava me sentindo diferente, acho que eu estava apaixonada. Não sei, mas bem que poderia.
Saí do banho e me vesti especialmente para sair.
(http://www.polyvore.com/cgi/set?id=94231338&.locale=pt-br)

Me olhei no espelho e, só depois percebi que estava toda de vermelho. Fiquei me observando por mais alguns instantes e senti que ainda faltava algo. Então peguei um acessório em forma de rosa para combinar com o vestido e coloquei em minha cabeça.

Logo fui para a sala, fechando toda a casa e me sentando na varanda.
Vejo um rapaz andando lentamente na rua, com as mãos nos bolsos e um olhar fundando o chão. Olho direito e percebo que é o Liam, então me levanto, esperando que ele me olhe, e com sucesso.
Liam me observa do portão não tão longe, e sorrindo, me chama para o mesmo.
Vou em sua direção, abrindo o portão e o abraçando forte, sentindo seu perfume cítrico.

Liam: Você está de vermelho... - Falou como se tivesse um djavú -
Eu: Eu não fiz de propósito. - Rí tímida -
Liam: Agora faz sentido! - Sorriu e me fixou - Você é a rosa que a Danielle me deu no sonho!
Eu: Rosa? - Falo confusa -
Liam: Olha isso no seu cabelo... - Puxou o acessório do meu cabelo, segurando na mão - Eu tenho que cuidar da minha rosa..
Eu: Como assim rosa?

Sou surpreendida com um beijo forte e demorado do Liam. Aquilo parecia que não iria mais acabar, ambos se negavam a parar. Mas um vento muito forte passou entre nossos rostos, nos fazendo parar e olhar para o lado, vendo uma única rosa no chão. Olhei para o Liam e ele sorria, então me abaixei e peguei-a.

(http://legalmentemenina.files.wordpress.com/2011/10/tumblr_lbqdrniomm1qd1z7go1_500_large.jpg)

Liam pegou ela da minha mão, e inalou seu perfume com os olhos fechados. Sorrindo, passou a rosa em meu rosto lentamente, de minha testa até o queixo.

Liam: Preciso cuidar da minha rosa..
Eu: Ela precisa de água..
Liam: Você é a min
ha rosa.
Eu: Você é a água.

Cdt: http://dreamscomonedirection.blogspot.com.br/
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Eu simplesmente amei esse imagine, tão cute :3
Espero que vocês gostem também!

Malikisses e Horanhugs U.U

Fanfic " You and I" - Capítulo 1

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Fanfic "You and I"

Capítulo 1

~(Seu/Nome) POV~
Acordei 9:00 horas da manhã com um ser chamado Sarah pulando em cima de mim gritando.
-ACORDA, ACORDA, Hoje é o grande dia, vamos (Seu/Nome) ACORDA-Ela falava, não melhor gritava, pulando em cima da cama.
-Aff o que você esta fazendo aqui criatura! Quem te deixou entrar!?-Eu falei tampando meu rosto com o travesseiro.
-(Seu/Nome) Parker vamos acorda!-Ela fala puxando o cobertor- E apropósito sua querida mamãe que me deixou entrar.
-Depois vou ter uma conversa com a minha mãe-Falo levantando da cama.
-Até que enfim né Senhorita Parker – Ela fala saindo do meu closet com uma roupa na mão – Toma, se arruma que eu estou te esperando lá em baixo.
-Okay né!- Falei pra ela que já estava saindo do quarto.
Bom Sarah é uma das minhas melhores amigas, conheço ela dês do pré, Sarah é chata as vezes mas eu amo ela, e como ela disse hoje é um grande dia, é o ultimo dia que nós, Aline e Emilly temos no Brasil, porque amanhã nós vamos para Londres. Meu sonho sempre foi ir pra Londres e também ser uma fotografa famosa, já pensou ser fotografa da Vogue, tipo SONHO *-*. Mas acho melhor deixar meus sonhos pra depois e me arrumar se não a estressadinha me bate. Tomei banho, vesti uma roupa confortável e coloquei meus Vans, e desci.
-Glória a Deus ela desceu!-Sarah falou levantando as mãos exageradamente.
-Exagerada nem um pouco né Sarah!?-Falei indo pra cozinha.
-Eu também te amo querida (Seu/Nome)-Ela fala me dando um beijo quando passou do meu lado e se sentou na cadeira da cozinha.
-Eu sei querida Sarah!-Eu falei imitando seu jeito de falar e mostro língua pra ela.
-Bom dia meninas!-Minha mãe entra na cozinha e da um beijo nas nossas testas.
-Bom dia mãe!-Eu falo sorrindo.
-Bom dia tia!-Sarah também fala.
-Meninas fiz bolo, tem suco na geladeira e cereal, vocês sabem onde fica então comam, vou ter que dar uma saída mas já volto – Minha mãe fala pegando sua bolsa e já saindo – E apropósito Aline ligou e disse que já ta chegando com a Emilly - Ela fala e sai.
Pego o cereal e coloco pra mim e pra Sarah, começamos a comer quando ouço a porta abrir e vejo Aline entrando correndo desesperada e Emilly vindo atrás rindo que nem uma retardada.
-Meus deus será......

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Potatos esse capítulo ficou horrível, mas prometo que nos próximos vai ficar melhor :3
Malikisses e Horanhugs 

Fanfic "You and I" - Personagens

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Personagens: 

(Seu/Nome) Parker: 17 anos (a mais nova da turma), Brasileira, corpo normal, Tem um irmão chamado Jake, amiga de Emilly Maia, Sarah Fernandes, Aline Alves e Deborh Rodrigues (Todas também brasileiras).
Gosta de fotografia, Dança, Ler, Ouvir música, não é igual a essas patricinhas, com toda aquela coisa de moda, mas também não é mal arrumada, gosta de usar tênis (quase sempre usa Vans), é comilona (ama brigadeiro) e também barulhenta.

Emilly Maia: 19 anos, também brasileira, corpo normal, filha unica, amiga de (Seu/Nome) Parker, Sarah Fernandes, Aline Alves, Deborah Rodrigues.
Gosta de curiosidades(tipo a nerd da turma :P), Dança, esportes, fazer amigos entre outros, Tem quase o mesmo estilo das amigas (Seu/Nome) e Deborah. a mais responsável da turma(tipo a "mamãe"). Gosta de doces "A formiguinha".

Sarah Fernandes: 18 anos, também brasileira, corpo normal, filha unica, amiga de (Seu/Nome) Parker, Emilly Maia, Aline Alves e Deborah Rodrigues.
Gosta de assistir filme, esportes, moda. Tem estilo patricinha. Ama Doritos (Porque Doritos é vida ).

Aline Alves: 19 anos, Brasileira, corpo natural, amiga de (Seu/Nome) Parker, Emilly Maia, Sarah Fernandes e Deborah Rodrigues.
Gosta de sair pra festa, ouvir música, beber (ou seja a mais doida da turma ). Também tem o estilo patricinha.

Deborah Rodrigues: 19 anos, também brasileira, corpo normal, namorada de Ian Frost, Amiga de (Seu/Nome) Parker, Emilly Maia, Sarah Fernandes e Aline alves.
Gosta de ouvir música, ler, artes (ela é uma artista *-*), tem o mesmo estilo das amigas (Seu/Nome) e Emilly, ama paçoca (mas quem não ama ) Ama (tipo muito) All Stars.



Acho que os meninos nem precisa né haha
Mais personagens ao decorrer da Fic!

Fanfic "You and I" - Sinopse

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Fanfic "You and I"
Sinopse: 
(Seu/Nome) é uma garota sonhadora que junto com suas amigas, consegue realizar um dos seus maiores sonhos, que é conhecer Londres e ainda por cima morar lá.
Mas esse sonho veio repleto de surpresas...
Quando ela conhece um certo Irlandês loirinho.
Com essas surpresas ele vai se apaixonar, fazer amizades novas, e além de tudo isso fazer coisas que nem ela mesma pensaria em fazer...

'''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''
Heyy Potatos :3

Então essa é a minha primeira fanfic \o/

Espero que gostem dela!
Sobre os capítulos: Vai ser postado um capítulo por semana!


Malikisses e Horanhugs

Imagine Hot Louis Tomlinson

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Eu encarava meu reflexo no espelho com uma seriíssima dúvida existencial:

Usar ou não usar a saia preta?


Ok, não é uma dúvida existencial. Mas é séria, tá? Eu não sou fútil (só de vez em quando!). O problema é que usar ou não essa saia pode mudar minha vida!
Tá bom, eu tô exagerando de novo. O fato é que eu, (S/N) (seu sobrenome), 19 anos, estudante de comunicação (e futura assessora de imprensa), não faço a mínima idéia do que vestir pra reconquistar meu namorado esta noite.
Talvez reconquistar não seja um bom termo, já que eu sei que a criatura ainda me ama. Eu e toda a torcida do Flamengo, mais a do Corinthians, mais a do meu amado Manchester juntas. O Boobear não é do tipo que sabe esconder o que sente, entende? Mas mesmo assim, eu preciso de um charme a mais esta noite, e é aí que entra a minha saia preta curta favorita.
Se pelo menos esse espelho mostrasse meus pés também, pra ver o visual inteiro... Esse espelho da (sua amiga) é uma droga, sinto falta do meu.
E aí que você me pergunta por que eu estou usando o espelho da (sua amiga) e não o meu. Bom, é porque eu estou na casa da (sua amiga) e não na minha. E por que eu estou morando aqui uns dias? Ah, essa é fácil de responder...

... Porque eu saí de casa. Da minha casa com o Boobear, quero dizer.

Antes que você comece a me chamar de burra, eu explico. Tá mais do que na hora de contar a história toda, já que ninguém deve estar entendendo nada.
Na verdade, a história toda é muito longa, vou resumir pra você. Acontece que meu Tomlinson tem uma priminha que é meu carma nesse planeta. Meio bonitinha até, mas naquele estilo “mamãe quero ser puta”, sabe? Nada contra as aspirantes a piriguete, cada um na sua, mas esse projetinho de vadia insiste em dar em cima do meu homem, porra! Ela se aproveita do fato de conhecê-lo desde pequena, e o lesado num vê as reais intenções daquela vaca.
Sábado passado foi a gota d’água. Nós estávamos em um churrasco na casa do tio do Boobear e a nojenta sentou no colo dele. Isso mesmo, NO COLO! Comigo ali na sala! E o que o viado do Boobear fez? NADA!
Claro que eu esperei a gente voltar pra casa pra ralhar com ele. Uma discussão puxa a outra, e acabou que o que era uma bronquinha passou a ser uma briga de verdade, tão séria que eu resolvi sair de casa e vim me refugiar aqui.
Ok, eu confesso, eu tava na TPM. Mas agora que já se passou uma semana, eu me arrependi. Eu sei que exagerei, que não era pra tanto, que eu preciso aprender a controlar meus nervos... Mas agora já foi, só me resta tentar consertar a burrada.
Tô sentindo falta dele, essa é a verdade. Eu amo aquele ser mais do que eu já amei alguma outra pessoa nessa vida, dói não acordar todo dia e receber aquele sorriso lindo. Eu o quero de volta pra mim, e sei que ele me quer também, apesar de todo aquele teatrinho. Quando eu saí de casa, óbvio que o Boobear fez aquela pose de machão e disse que eu podia ir se quisesse. Mas quando eu realmente fui, deu pra perceber que ele ficou surpreso, e eu sei que ele tá mal.

Sei porque o Zayn me contou, claro.

Pelo que eu fiquei sabendo, Zayn, meu melhor amigo, Niall, namorado da (sua amiga), Liam e Harry, meu bebezinho, precisaram ir lá em casa ontem, já que o Boobear não atendia as ligações de nenhum deles. Aparentemente, os três encontraram meu namorado totalmente bêbado, usando meu casacão azul da Hurley, largado no sofá vendo filmes depressivos na TV. É, parabéns, (S/N), olha a fossa na qual você deixou o coitado.
Eu devia ter sido menos grossa, ter usado um tom menos definitivo... E com certeza não devia ter desligado na cara dele nas três vezes que ele me ligou, todo fofo. O quê, eu ainda não tinha contado isso? Ah, desculpa, eu esqueci... Mentira, tava com medo de apanhar e resolvi omitir esse detalhe.
O problema é que eu não me controlo quando estou com raiva, e acabo fazendo esse tipo de coisa, quando não faço pior. Eu perco totalmente a noção, é sério. Acabei fazendo ele pensar que não tinha mais volta, quando na verdade tudo que eu quero nessa vida é ter meu Boobear de novo. Mas dessa vez minha TPM passou dos limites mesmo, nós dois nunca ficamos mais de três dias sem nos falar antes... Ele foi capaz de engolir o orgulho e me ligar, mas eu fui orgulhosa demais pra responder. Sou uma besta, uma anta, uma estúpida mesmo, eu sei. O pior é que eu o machuco com minhas idiotices.
Mas voltando ao assunto, os meninos cuidaram do Louis, o fizeram tomar banho frio pra ver se voltava ao normal, chegaram a forçá-lo a tomar café forte. O Niall até dormiu lá com ele ontem, deixando eu e a (sua amiga) sozinhas aqui. O que foi bom, na verdade, já que depois que o Zayn me contou tudo eu passei a noite chorando no colo da (sua amiga), me odiando por ser tão idiota. Eu não mereço o Louis, isso ficou claro. Mas isso não me impede de tentar tê-lo de volta. Não sou do tipo que chora muito tempo, eu levanto a cabeça e vou à luta.
Os meninos acabaram o convencendo a ir a uma “festa” de aniversário de uma amiga do Niall hoje à noite, pra distrair a cabeça. Festa entre aspas mesmo, já que vai ser comemorada em uma boate aqui perto, que nem foi fechada para a ocasião. Ele resistiu um pouco quando soube que eu também ia, mas acabou aceitando, porém deixando claro que não pretendia falar comigo. É, dói pra cacete saber disso. Ele pediu também que nenhum dos três me contasse o estado no qual ele se encontrara antes.

Engraçado que, pelos meus cálculos, a primeira coisa que o Zayn fez ao sair de lá foi me ligar, dizendo que precisava conversar comigo.

Sério, as pessoas precisam parar de pedir pro Zayn não me contar as coisas, ou vice-versa. Será que esse povo ainda não entendeu que, não importa o que peçam, eu e o Zayn vamos sempre contar TUDO um pro outro? Não existem segredos entre eu e o Malik, ele é meu BFF, meu irmãozinho. Por mais que ele e o Louis sejam muito amigos, o Zayn sempre ficaria do meu lado em situações como essa.
Sim, o Louis tinha um certo ciúme do meu melhor amigo. Ciúme besta e infundado, na minha opinião. Ok, o Zayn é um galinha. Ok, ele não pensaria duas vezes antes de me pegar se eu desse mole e não fosse tão envolvida com o Louis. E ok, nessa situação eu também não pensaria duas vezes antes de ficar com o Malik, ele é gostoso, caramba! Mas como o Louis existe, o Zayn nunca teria nada comigo, nem eu com ele. Por que é tão difícil pras pessoas acreditarem em uma amizade verdadeira entre um cara e uma garota?
Bom, chega de reflexões inúteis. Não sei por que ainda estou aqui conversando comigo mesma enquanto ainda nem decidi se uso ou não a saia.
Uso, pronto, decidi! Saia preta, blusinha vermelha justa e decotada, amarrada de cima a baixo por uma fitinha de couro na frente, como se fosse um espartilho, salto alto, cabelos soltos, maquiagem normal, alguns acessórios e um casaquinho preto com pelinhos. Ok, exagerei na roupa, mas a ocasião merece. Me deixa, quero ser provocante por uma noite!
Chequei o visual uma última vez, peguei minha bolsa e fui pra sala. Niall e (sua amiga) assistiam TV.
- Tá pronta, criatura? – perguntou (sua amiga), aparentemente de saco cheio, graças à minha demora.
- Não sei. Você acha que a roupa tá boa? – perguntei, enquanto Niall desligava a TV e pegava as chaves do carro de Louis, que estava com ele por uns dias, já que o carro de Niall precisara ser mandado para o conserto, e o Louis... Bem, o Louis não andava saindo muito de casa, graças a uma garota infantil e fútil.
Eu.
Quem ia passar lá e levá-lo para a boate era o Zayn.
- Ah, tá sim. – disse (sua amiga), me analisando – Niall, o que você acha?
- De que? – perguntou o garoto, que não estava prestando atenção na conversa.
- De mim. Como é que eu tô? – perguntei, insegura.
- Ah, tá bonita. – disse Niall, desinteressado. Aquilo não era o suficiente.
- Mais bonita ou menos bonita do que antes?
- Você tava com outra roupa antes? – perguntou Niall, sorrindo confuso e coçando a nuca. Eu e (sua amiga) reviramos os olhos ao mesmo tempo.
- Você não presta atenção em nada mesmo, Horan! – disse (sua amiga), rindo.
- Ei, não reclama! Se eu ficasse reparando nas suas amigas, você ia achar ruim! – reclamou Niall, fazendo bico.
- Own, eu tô brincando! – disse (sua amiga), dando um selinho em Niall – Só queria dizer que desse jeito você num ajuda muito a (seu apelido).
- Tudo bem, (sua amiga). – eu disse, rindo – O Harry é assim também. O único amigo que faz comentários úteis sobre as minhas roupas é o Zayn. Cadê meu macho quando eu preciso dele?! – reclamei, em voz chorosa, rindo em seguida. Niall me olhou estranho enquanto atravessávamos a porta e íamos em direção ao carro.
- Depois você reclama que o Louis tem ciúmes de vocês dois...
- Ah, nem vem, Niall! – o cortei – Todo mundo sabe que esses nossos apelidinhos são de brincadeira. Eu e o Zayn somos amigos, porra!
- Na verdade eu ainda nem entendi por que você veio pra cá em vez de ir pra casa dele. Vocês dois são tão colados! – disse (sua amiga), pensativa.
- Posso te dar dois motivos. Primeiro, ia pegar mal pro Zayn ter uma garota morando na casa dele. Pra onde ele levaria as vítimas? – eu falei, rindo. “Vítimas” era como eu chamava as mil meninas que o Zayn pegava diariamente – Meu amiguinho precisa de privacidade. O segundo motivo é que o Louis teria um ataque se eu fosse morar com o Zayn, ciumento do jeito que é... E bom o Liam não dá porque ele e a Dani vivem em Lua de mel constante... Assim sobraram você e o Harry. Mas é impossível ficar na casa do Harry, cada dia ele leva uma menina diferente lá... Aí sobraram você e o Niall, que são um casal menos meloso e enjoado e mais sociável!
- “Sobraram”... Valeu, ein, (seu apelido)? – disse (sua amiga), rindo – Sua sinceridade me espanta!
- Me sinto um lixo agora. – acrescentou Niall – O carinho que você tem por nós me comove!
- Ah, num fica assim, coisa fofa! – eu disse, rindo e pulando nas costas dele, quase derrubando o garoto no chão – Você sabe que eu te adoro!
- É, eu sei! – disse Niall, rindo, me botando no chão e apertando o botãozinho para destravar as portas do carro – Na verdade eu acho que você só começou a namorar o Louis pra ficar mais perto de mim, já que eu só tinha olhos pro meu bombonzinho de morango! – ele disse, com um sorriso fofo, olhando para (sua amiga), que se sentara no banco do carona, ao seu lado. Eu fui relegada ao banco de trás.
- Posso fazer uma pergunta? – falei, já fazendo – Por que seus apelidos pra (sua amiga) são sempre baseados em comidas?
- Ah, fácil... – disse Niall, tentando não rir – Porque ela é boa de comer, ué! – concluiu, e eu comecei a rir junto com ele. (sua amiga) ficou vermelha que nem um pimentão e sorriu meio envergonhada, enquanto dava tapinhas de brincadeira em Niall.
- Vamos logo! – disse ela, ainda sem graça, e Niall deu a partida, sem parar de rir.
Não demoramos muito para chegar lá, infelizmente. A cada minuto que passava eu ficava mais nervosa. O que eu diria pro Louis? E se ele me tratasse mal? Ele tinha todo o direito, é claro. Eu fui uma vaca com ele. Mas eu não tô preparada pra levar um fora do Louis, não mesmo.
Entramos na boate pelos fundos, nos livrando da fila quilométrica que se formava na frente do lugar. Ser amiga (e ex-namorada) de gente famosa tem muitas vantagens.
Assim que entramos, o Niall jogou as chaves do carro pra mim e simplesmente desapareceu com a (sua amiga), me largando sozinha no meio daquele povo. Pelo visto os dois não pretendem voltar pra casa... Safadinhos. Eu me sinto mal por eles sentirem a necessidade de sair de casa quando querem uns momentos mais... Íntimos, mas eu não tenho outro lugar para onde ir a não ser a casa deles!
Olhei à minha volta procurando algum rosto conhecido. A quem eu estou tentando enganar? Eu procurava o Louis mesmo.

Mas no momento em que o vi, desejei não ter feito isso.

Lá estava ele, sentado no balcão de um dos dois bares do lugar, com nada mais, nada menos do que seis garotas em volta dele. O filho da puta conversava com as meninas exibindo aquele sorrisinho idiota capaz de fazer qualquer mulher tremer na base. Aquele era o meu sorriso!
Como se lesse meus pensamentos, Louis olhou na minha direção. Nossos olhares se encontraram por um breve segundo antes de ele dar um sorrisinho de escárnio e se voltar para uma das garotas, enrolando uma mecha do cabelo dela com os dedos.
Eu queria sumir. Queria cavar um buraco no chão e não sair dele nunca mais. Senti minhas mãos tremerem e meus olhos começarem a arder. Eu estava tonta e meu coração batia tão forte no meu peito que chegava a incomodar. Eu tinha que sair dali. Tinha que desgrudar meus pés do chão e dar fim àquela humilhação. Mas claro que eu precisaria de ajuda.

No meu vocabulário, “ajuda” é sinônimo de “Zayn”.

Saí que nem louca procurando meu amigo naquela boate apinhada de gente. Passei pela mesa na qual a aniversariante estava com o grupo de convidados no qual eu teoricamente estava inclusa. Teoricamente porque eu nem conhecia a garota, mas como a boate era pública...
Zayn não estava lá. Fui então em direção ao outro bar, o no qual Louis não estava. Assim que vi a silhueta do Malik à distância, meu coração se acalmou um pouco. O Zayn estava ali, tudo ficaria bem.
- Zayn! – chamei, mesmo sabendo ser impossível ele me ouvir com todo aquele barulho. Mas por algum milagre ele se virou na minha direção. Pelo visto não é só com o Louis que meus poderes telepáticos funcionam.
- Minha macha! – disse ele quando eu me aproximei, sorrindo aquele sorriso capaz de iluminar meia-noite. Sorriso esse que sumiu assim que ele reparou na minha expressão – Que foi, (seu apelido)?
- Me ajuda. – eu disse, simplesmente, dando a ele aquele olhar. Isso mesmo, aquele que só nós dois entendíamos, aquele que dispensava explicações.
- Pode falar. Eu faço qualquer coisa. – Zayn falou com convicção, chegando mais para frente no banco no qual estava sentado no bar e me abraçando pela cintura. Ele parecia preocupado.
- Dança comigo? – pedi, com voz fraca, e ele me olhou confuso.
- Dançar? Por quê? (seu apelido), o Louis tá aí, ele vai achar que é provocação... – nossos olhares se encontraram e ele riu baixinho ao entender, me olhando com aquele brilho divertido nos olhos – É provocação, né?
- É. – respondi com simplicidade. Não havia motivos para mentir pro Zayn.
- (seu apelido)... – começou ele, rindo – Não faz isso com o coitado, ele tá sofrendo por sua causa...
- Sofrendo?! Zayn... – comecei a dizer, mas desisti. Uma imagem vale mais do que mil palavras, então simplesmente o puxei pelo braço até um lugar de onde dava para ver perfeitamente Louis, do outro lado do salão. Ele ria de alguma coisa que uma das garotas havia cochichado para ele e estava abraçando a cintura de outra.
A mudança no rosto de Zayn foi impressionante. O sorriso deu lugar a um maxilar fechado, sobrancelhas franzidas e olhar frio, numa clara expressão de raiva que não combinava em nada com ele. Zayn era um cara geralmente pacífico e pra cima, e bem bobo, pra ser sincera. Aquela seriedade e irritação destoavam de seu jeito. Eu só o via com essa cara quando alguém me magoava de alguma forma.
- Certo, o Tomlinson passou dos limites. – disse ele, com a voz firme, ainda encarando a ceninha ridícula – Pode deixar que eu já entendi tudo. Vem comigo. – dizendo isso ele me puxou pela mão, me arrastando pra sei lá onde. Não que eu me importasse. Eu confiava no maluco à minha frente.
Eu e Zayn fomos contornando com dificuldade as pessoas na pista de dança. Avistei (sua amiga) e Niall praticamente se engolindo, sentados em uma mesa perto da pista. Joguei meu casaco e minha bolsa em uma das cadeiras, espero que a (sua amiga) repare quando finalmente resolver deixar o Niall respirar.
Esbarramos em Liam logo depois, que dançava que nem um louco, totalmente bêbado e com uma garrafa de cerveja na mão. Tinha o rosto levemente rosado de um jeito fofo e o cabelo totalmente bagunçado. Zayn chegou perto dele e sussurrou alguma coisa que eu obviamente não escutei em seu ouvido. Liam fez que sim com a cabeça, bem devagar, e saiu tropeçando em direção a algo no sentido contrário do qual nós íamos. Zayn continuou me puxando pela mão e...

EI, VOLTA A FITA E APERTA O STOP!

Aquele ali era o Liam?! Não era possível! O que o LIAM estava fazendo BÊBADO E DANÇANDO numa boate?! Pior, o que ele fazia ali sozinho? Desde quando ele vinha curtir a noite desse jeito sem a Dani? Hmm, já vi que brigaram. Mas tudo bem, depois eu descubro o que houve. No momento tenho coisas mais importantes a resolver, como dar o troco no nojento do Tomlinson.
Por falar em Tomlinson, era na direção dele que o Zayn me arrastava... Não, o Malik não vai falar com ele, vai?!
Eu já estava disposta a matá-lo quando ele subitamente parou, ainda na pista de dança, a pouquíssimos metros de Louis. Foi aí que eu olhei em volta e vi quem mais estava naquela boate. Sorri involuntariamente. Ali, onde paramos, um grupo de garotos bonitos estava parado olhando a pista, e entre eles estava ninguém mais, ninguém menos do que James Bourne. Sim, você leu direito.

Uma coisa eu preciso admitir: O Zayn pode ser bem lesado pra algumas coisas, mas ele sabe ser um gênio do mal.

Acontece que eu já conheço o Bourne há um tempinho. E eu e todo mundo sabemos que ele tem uma certa... Queda por mim. Até mais do que isso, ele nem consegue disfarçar, fato que esfriou um pouco a amizade dele com o Louis. E, bom, agora ele já deve saber que eu e o Louis não estamos mais juntos...
Zayn me olhou, sorrindo aquele sorriso que dizia “agora é com você, vai lá e dá seu show”. Sério, nessas horas eu tenho vontade de morder o Zayn por ele ser tão fofo.
- Gente, olha quem chegou! – Zayn gritou para os garotos, me trazendo para perto deles. Sorri sem graça ao ver o sorriso enorme que Jimmy deu ao me ver.
- Oi, (seu apelido)! – gritou ele, tentando se fazer ouvir apesar da música alta. Eu sorri e dei dois beijinhos no rosto dele – Tudo bem?
- Quase. – respondi, dando meu melhor sorriso – Pra ficar tudo bem eu quero dançar! Quem dança comigo? – perguntei, e Zayn, James e os outros três bonitinhos que estavam com ele levantaram a mão, rindo. Na mesma hora, Liam se aproximou de nós e a música mudou. Não só a música como a iluminação do lugar, que diminuiu em quase todo o salão, menos em um certo ponto, onde a luz começou a piscar um pouco, formando um clima sensual. O tal ponto era logo acima de onde eu e os meninos estávamos.
Olhei para Zayn, que trocava um olhar cúmplice com Liam, e entendi o que eles estavam tramando. É nessas horas que eu entendo porque amo tanto meus amigos.
Zayn começou a afastar o pessoal, fazendo uma rodinha ao meu redor, só não delimitada na parte de frente para Louis. Sorri sem graça frente aos olhares de todos, mas relaxei ao reconhecer a música que tocava. Algumas partes da letra podiam não ter muito haver com a situação, mas o ritmo... Comecei a dançar, engolindo totalmente a vergonha. Coloquei uma mão no cabelo e comecei a mexer o corpo devagar, no ritmo da música, deixando um sorriso sapeca repuxar os cantos dos meus lábios. Eu não olharia sequer uma vez na direção de Louis, não o daria esse gostinho de ter certeza de que tudo aquilo era pra ele. Não, prefiro que ele me veja o esnobando.Passei a exagerar mais nos movimentos, me soltando aos poucos. Desci até o chão devagar apenas para subir rapidamente, fazendo o Jimmy, que me assistia, quase molhar o chão de tanta baba. Já havia perdido a vergonha de rebolar e dançava como nunca havia dançado antes, despertando alguns olhares interessados da platéia masculina, fato que me deixava totalmente convencida. Entre esses olhares, pude ver o de Liam. É, o Liam tá afim de mim no momento, alguém fotografe essa ocasião para mostrar para a posteridade. Sorri e fui até ele, apoiando minhas mãos em seus ombros, ainda dançando. Liam sorriu, meio envergonhado, mas começou a dançar comigo, coisa que nunca faria se estivesse sóbrio. Desculpa, Dani, mas o Liam fica muito mais divertido quando está bêbado, além de sexy com esse cabelinho desarrumado.Larguei Liam e voltei para o centro do “círculo”. Os seis meninos começaram a se aproximar de mim, fazendo uma rodinha particular, sendo que dois dos quais eu não sabia os nomes chegaram bem perto começaram a dançar comigo. Todo o resto da boate parecia dançar e me assistir ao mesmo tempo, já que eu era a única ali dando showzinho. Eu me sentia bem com aquilo. Me sentia sexy.Agora ia entrar minha parte favorita na música. Sorri, me aproximando de James, que não desgrudava os olhos dos meus quadris, e fiquei de costas pra ele, ainda rebolando. Ele sorriu e colocou as mãos na minha cintura, dançando comigo, enquanto eu colocava uma mão pra trás, segurando de leve sua nuca. Desci até o chão de novo, subindo em seguida, dessa vez roçando meu corpo no de Jimmy e provocando um estremecimento nele, assim como certos assovios do meu “público”.Exatamente na parte do “por que você não vem aqui?”, larguei Jimmy e fui até Zayn, o puxando pela gola da camisa e fazendo com que nossos corpos se colassem. Encarei os olhos do meu melhor amigo, que continham uma mistura de diversão e malícia, combinando com seu sorrisinho safado. Zayn mordeu o lábio inferior e começou a dançar comigo. Nossos movimentos eram lentos e provocantes, no ritmo da música, e nossos olhares não se desgrudavam. Havíamos chegado a um acordo mudo de fazer com que Louis perdesse a cabeça de vez. Se eu bem o conhecia, ele provavelmente estava se roendo por dentro ao me ver assim com o Malik. Empurrei Zayn numa cadeira vazia ali perto e sentei no colo dele só para seguir a letra da música, me levantando em seguida e voltando a dançar com um sorriso safado nos lábios, sob assovios agora mais numerosos e gritos de “Uhul”. Claro que eu não daria uma Lap Dance pro Zayn, aquilo tudo era só brincadeira, e se ele ficasse animadinho seria bem constrangedor.Nesse ponto eu já dançava com os seis ao mesmo tempo, girando de um para o outro. De repente James me puxou para si, espalmando as mãos em meus quadris e colocando uma perna entre as minhas, fazendo com que dançássemos mais colados do que antes. Zayn chegou por trás de mim e colocou uma mão em minha cintura, enquanto com a outra afastava meus cabelos para depositar um beijo de leve em meu pescoço, ainda dançando. Tive que me controlar pra não rir. Sabia muito bem o porquê dele ter feito aquilo, e era difícil me controlar para não checar a reação de Louis, sentado a poucos metros dali. Ele provavelmente estava a beira de um infarto assistindo aquilo.
Fiquei de recheio do sanduíche formado por Zayn e Bourne mais um tempo, porém sem demorar muito. Eu sabia que os carinhos de Zayn em minha cintura eram para provocar Louis, mas eu conhecia meu amigo o suficiente para saber que ele estava gostando de tirar uma casquinha de mim. A criatura é safada por natureza, o que eu posso fazer?Desci minha mão por meu quadril e depois a subi por minha coxa, levantando só um pouquinho a saia, de acordo com a letra da música. Ouvi a risada de Zayn e o grito de “Gostosa!” que ele deu, ao mesmo tempo em que o James chegava por trás de mim e refazia o caminho que minhas mãos antes fizeram por minhas pernas, também seguindo a letra da música. É, pelo o visto o Malik não é o único safadinho por aqui.
Continuei dançando com eles até que a música acabou. Me virei para Louis, não sem antes perceber que, pelas minhas costas, Zayn e James brincavam de se abanar como se sentissem calor. Recebi palmas e só não fiquei totalmente sem graça porque agora eu finalmente encarava o Louis.
Só digo uma coisa: Ele tava puto. Mas muito puto da vida MESMO.
Louis tinha as mãos fechadas em punhos sobre o colo, os lábios franzidos, as narinas levemente infladas e os olhos estreitos. Me encarava com aquele olhar de raiva, porém não parecia prestes a fazer nada. Na verdade, acho que ele tinha perdido temporariamente a capacidade de se mover.
As meninas à sua volta pareciam não saber muito bem o que fazer. Aparentavam estar se indagando se não era melhor simplesmente se levantarem e irem embora, já que Louis parecia totalmente alheio à companhia a qual antes ele parecia dar tanta atenção. Uma delas se levantou do banco no qual estava, sorriu como quem pede desculpas e saiu, se desculpando:
- Foi mal, gato, mas depois dessa eu sou fã da (seu sobrenome).
Esqueci de dizer que eu sou meio famosa. Namorada de rockstar, sabe como é, né... Tenho mais haters do que fãs.
Comecei a andar na direção de Louis com pisadas fortes, porém sem perder minha sensualidade natural de brasileira. Eu gosto de andar como se estivesse numa passarela, alguma coisa contra?
Ele não havia desgrudado o olhar de mim um segundo sequer. Sorri superior enquanto andava até ele, e ao chegar perto simplesmente estalei os dedos, impaciente, e as duas loiras oxigenadas que estavam entre eu e ele praticamente pularam pra fora do meu caminho. Eu gostaria de dizer que foi pelo respeito que eu impus com meu showzinho, mas é mais provável que tenha sido porque, do jeito que eu vinha, era óbvio que eu passaria por cima delas feito um trator se as vadias ousassem se meter entre mim e meu Boobear.
Fiquei de frente pra ele. Louis continuava me olhando do mesmo jeito, sem dar sinal de que falaria qualquer coisa. Engoliu em seco quando viu o quão próxima eu estava, como se tentando conter as palavras que ameaçavam sair de sua boca. Inclinei o corpo pra frente e apoiei uma mão em cada coxa dele, apertando com um pouco de força. Louis tentou, mas não conseguiu controlar o gemidinho de dor. Fiquei com o rosto a poucos centímetros do dele e encarei corajosamente aqueles globos azuis que no momento estavam ameaçadores.
- Gostou? – perguntei, juntando o máximo de cinismo que encontrei dentro de mim. Por um momento achei que Louis ia me bater, mas ele continuou estático – Eu não. Não queria precisar fazer esse tipo de coisa, mas você me obriga. – suspirei – Se é esse o joguinho que você quer fazer, tudo bem... Mas admita, - olhei para as meninas a nossa volta e dei um risinho de desprezo – eu sou bem melhor nesse jogo do que você, queridinho. Então se você pretende jogar tudo o que a gente viveu fora por vingancinha, vai em frente... Você sabe que o que quer que você faça, eu sou capaz de fazer mil vezes pior. – dizendo isso, desviei meu olhar significativamente para James, que estava há uns metros de distância. Acho que Louis entendeu o recado. Dei um selinho nele por pura provocação, seguido de um leve tapinha na bochecha, e me afastei.
Se eu seria capaz de pegar o James por vingança? Óbvio que sim. Se o babaca do Louis resolver esfregar uma dessas vadiazinhas na minha cara, eu tenho o James. Eu sei que ficar com o amigo do cara é vacilo, mas você não tem noção do que eu sou capaz de fazer quando fico irritada. O Louis tem, e sabe que o que eu fiz nessa boate não é nem de longe a pior coisa que posso fazer.
Andei até James, que me encarava aparentemente sem conseguir decidir o que era pior: apanhar de Louis ou não aproveitar a “chance” comigo. Pelo visto ele acha que é a segunda opção, já que colocou uma mão na minha cintura e me afastou dali, indo em direção ao outro bar. Ás vezes o Jimmy me orgulha.
Olhei à minha volta e não avistei Zayn em lugar nenhum. Provavelmente havia achado alguma menina dando mole e partira pro ataque. Sorri com o pensamento enquanto caminhava com James. Eu já tinha aprendido a gostar do jeito quase irremediavelmente galinha do Zayn, era divertido. Mas isso não significa que eu tenha desistido de arranjar uma namorada pra dar um jeito naquela criatura. Uma menina legal, que eu aprove, porque o meu amiguinho merece alguém à altura dele. Já até tenho uma amiga minha em mente, mas vou deixar pra pensar nisso depois. Tenho que resolver minha própria vida sentimental antes de me meter na dos outros.
Certo, fiquei conversando com o Bourne por uns dez minutos, até ele resolver pegar bebidas. Eu pedi um Brandy de cereja, mas como o bar não tem, o James foi ver se um dos “contatos” dele na despensa arranja. O Jimmy é um cara bem legal, pena que meu coração é do filho da puta do Louis. Filho da puta não, né, a mãe dele nem tem culpa de nada...
Por falar no diabo, adivinha quem me aparece? Isso mesmo, o Louis. Nem me viu, apenas tirou umas notas da carteira e entregou ao barman. Já estava pagando a conta?
- Vai embora tão cedo, Tomlinson? – perguntei, tentando não rir. Eu estava com os cotovelos apoiados sobre o balcão e olhava para minhas unhas desinteressadamente. Não consigo me controlar, sou daquelas que perdem o namorado, mas não perdem a piada.
- Vou! – ele respondeu, me fazendo olhá-lo, surpresa. Achei que fosse continuar me ignorando – Tô pensando em levar uma das meninas comigo. Quem sabe duas? – continuou ele, com um tom que misturava impaciência e raiva.
- Vai em frente... – eu disse, dando os ombros e fingindo indiferença. Por dentro eu tinha vontade de socá-lo. Eu sei que ele não faria isso, mas porra, precisa me fazer ter essas imagens mentais?! – Seu carro tá aí, o Niall trouxe, se quiser levá-lo... Eu tô com as chaves, mas não se preocupe, duvido muito que o James me negue uma carona pra casa... Ou melhor, pra bem longe de casa. – concluí, em tom sugestivo.

Eu nem vi direito como aconteceu.

Só sei que de repente meu corpo estava grudado à uma parede em um canto escuro da boate, e as mãos de Louis me prendiam pelos braços. Mais uma vez achei que ele fosse me bater, tão raivosa era a expressão dele. Talvez seja por isso que eu fiquei tão surpresa com o beijo repentino.
Mas acho que não havia muita diferença entre aquele beijo e um tapa. Os lábios de Louis se forçaram contra os meus com tanta fúria que chegaram a machucar minha boca. Mas, estranhamente, eu não achei aquilo ruim.
Eu não sou nenhuma espécie de masoquista, ou qualquer coisa do tipo. Pelo menos acho que não. Mas alguma coisa naquele beijo... Alguma coisa despertou uma certa curiosidade em mim. Louis nunca havia me beijado com tanta fúria antes, e eu achei aquilo... Sexy. Bem sexy.
Ele se afastou momentos depois, parecendo aplicar nisso um esforço gigante. Seus cabelos estavam desarrumados, sua respiração ofegante e sua boca, avermelhada. Dude, foi difícil simplesmente não puxá-lo de novo para mim.
Ficamos nos encarando em silêncio por alguns segundos. Os olhos de Louis brilhavam com uma mistura de ódio e outra coisa que eu não conseguia identificar. Ele suspirou e finalmente soltou meus braços, levando as mãos aos cabelos e dando alguns passos pra trás.
- Boo...
- Agora não. – disse ele, com a voz controlada com dificuldade. Ele olhava para algum ponto no chão enquanto falava, como se tivesse medo de me encarar – Escuta... Eu, eu vou pra casa do Harry, ok? Pode ir pra casa essa noite, se quiser... Eu num vou levar garota nenhuma comigo, só preciso... Só preciso me acalmar. – ele fechou os olhos e respirou fundo – Não dá pra gente conversar agora. Eu nunca senti tanta raiva de alguém quanto eu tô sentindo nesse momento. Tenho medo do que eu posso fazer se a gente continuar falando, eu sou capaz de te machucar. – ok, eu tremi nessa hora. Não sabia que tinha o irritado tanto assim.
- Mas...
- Sem “mas”, por favor. Só me deixa sozinho. – ele passou as mãos pelo rosto – Você passou dos limites, e olha que eu achava que você já não tinha limites. Dessa vez você conseguiu me tirar do sério de verdade. – Louis balançou a cabeça, parecendo tentar afastar algum pensamento ruim – Pode me ligar amanhã, aí sim a gente conversa. No momento eu não consigo. Você não faz idéia do esforço que eu tô tendo que fazer pra não... – ele deixou a frase no ar, mas não precisava completar. Eu havia entendido.
Não sei o que me deu, sério. Quando eu vi, já tinha dito:
- A gente não precisa conversar. – dei dois passos para frente, encostando meu corpo no dele. Louis tinha o rosto virado para o lado, decidido a não me olhar, e não reagiu com a minha proximidade. Respirei fundo e subi minhas mãos para os ombros largos dele. Inclinei meu corpo mais para frente e fiquei na ponta dos pés, encostando a boca em sua orelha – Eu sei como descontar sua raiva... – desci a boca para o pescoço de Louis, beijando a área devagar. Senti que ele engoliu em seco e prendeu a respiração – Desconta em mim. Eu... Quero que você desconte.
Senti ele tremer e respirar fundo. Louis segurou meus braços novamente e me afastou de si com violência, olhando nos meus olhos em seguida. Foi então que eu finalmente entendi o que era a “outra coisa” no olhar dele.

Desejo.

Aparentemente o que eu fiz não provocou apenas raiva nele.

Mordi meus lábios, quase sem conseguir conter aquela vontade inesperada de tê-lo ali, agora. Eu não entendia direito o porquê de repente eu precisava tanto tê-lo pra mim de novo, acontecera no momento no qual eu senti aqueles lábios macios mais uma vez contra os meus. Mas nunca antes esse desejo havia sido tão forte, tão urgente, tão desesperador. Não tocá-lo chegava me causar dor física.
Só que eu não estava sozinha nessa. A vontade refletida em meu rosto pareceu destruir o resto de controle que impedia Louis de fazer o que aparentemente queria tanto quanto eu. Me vi novamente jogada contra a parede, e os lábios dele rapidamente se encaixaram nos meus, com a mesma fúria de antes. Aquela fúria que eu queria, aquela fúria da qual eu precisava.
Suas mãos se embrenharam em meus cabelos, puxando-os sem delicadeza, enquanto as minhas encontraram o caminho de seus ombros em direção a sua barriga. Ouvi o gemido desesperado que Louis deu contra meus lábios ao sentir meus dedos percorrendo seu “caminho da felicidade” por baixo de sua blusa, e sorri, o beijando com mais força.
Ele partiu o beijo momentos depois, me olhando daquele jeito que fazia meu corpo inteiro se arrepiar.
- O carro tá aí? – ele perguntou, simplesmente, com a voz tremendo um pouco. Assenti com a cabeça, já que não conseguia encontrar fôlego pra falar qualquer coisa, e tirei a chave de dentro do meu decote. É o lugar mais seguro do mundo – Ótimo. Vem comigo.
Ele arrancou a chave da minha mão e me puxou pelo braço com pressa, me fazendo quase tropeçar nos meus saltos ao segui-lo para fora da boate. Nem precisei dizer a ele onde estava o carro, já que Niall havia estacionado bem perto da entrada. Louis apertou o botão pra destravar as portas e caminhou apressado para o lado do motorista, sem parar para abrir a porta pra mim como o de costume. Mas acho que não posso cobrar cavalheirismo dele, ainda mais nessa situação...
- Entra. – disse ele, já no volante, com aquele tom impaciente. Despertei de minha breve crise de autismo e entrei no carro, sentindo minhas pernas vacilarem. Só de pensar qual era o motivo daquela pressa toda, eu tremia.
Assim que eu fechei a porta, Louis deu a partida, pisando no acelerador com um pouco mais de força do que o necessário e fazendo o carro praticamente voar. Ele dirigia a uma velocidade absurda, com os olhos fixos na estrada, o maxilar tenso e as mãos quase esmagando o volante. Sorri de lado ao observá-lo e, sutilmente, deslizei uma das minhas mãos para sua coxa, a apertando. O corpo inteiro de Louis se enrijeceu no mesmo instante.
- Não faz isso! – grunhiu ele, em tom autoritário, fechando os olhos e fazendo uma expressão que beirava a dor.
- Faço. Você não manda em mim... – falei, daquele jeito implicante que eu sabia que ele gostava. Subi minha mão pela coxa de Louis devagar, chegando ao volume já evidente em suas calças e deslizando meus dedos por ali – Já esqueceu o quanto eu sou desobediente? – sorri provocante e desabotoei um botão da calça dele. Louis lutava para manter os olhos abertos e fixos na estrada.
- Não tem problema. – disse ele, respirando fundo e ainda esmagando o volante – Eu faço você me obedecer quando nós chegarmos.
Me arrepiei inteira depois dessa, e ele percebeu, já que aquele sorrisinho safado e cruel repuxou os cantos de seus lábios. Sorriso esse que eu fiz questão de arrancar ao descer o zíper de sua calça devagar.
- (S/N)... – disse Louis, em tom de aviso. Ignorei, acariciando-o por cima da boxer vermelha que ele usava. Ri baixo ao vê-lo jogar a cabeça pra trás e gemer um pouco, antes de lembrar que estava dirigindo e voltar sua atenção imediatamente à rua.
Não consegui resistir – Deixei que minha mão deslizasse para dentro da boxer dele, o masturbando devagar.
Louis quase perdeu o controle do carro. Ele mordeu os próprios lábios, soltando o ar com força e tentando manter o autocontrole. Acelerei os movimentos, assistindo o rosto dele se contorcer em uma expressão de prazer.
- Pára, porra! – pediu ele, meio desesperado – Eu tô tentando dirigir... Não, não faz... Isso, continua assim... – Louis parecia dividido entre me parar e me incentivar. Ele desceu uma mão do volante até a minha, com a visível intenção de parar o que eu fazia, mas hesitou, sem coragem. Acariciou minha mão de leve antes de soltar um suspiro derrotado e começar a guiar meus movimentos.
Tirei minha mão debaixo da dele alguns segundos depois, por dois motivos. Primeiro, eu não queria acabar com tudo tão rápido, e segundo, eu estava ficando com medo dele dirigindo com apenas uma mão e naquele estado. Louis gemeu frustrado ao sentir a perda do contato, me olhando com o canto dos olhos, com aquela cara de cachorrinho sem dono que me dava pena.
- Olho na estrada, Tomlinson. Quando a gente chegar eu penso se resolvo seu... Probleminha aí embaixo. – falei, rindo, e ele bufou, voltando a olhar a estrada com cara de raiva.
É, acho que o ódio que ele tá sentindo de mim triplicou agora.
Chegamos em casa em dois minutos, graças à direção lunática de Louis. Ele estacionou de qualquer jeito, praticamente arrancou o cinto de segurança e se inclinou na minha direção, me beijando com uma vontade assustadora.
- Tanto trabalho pra chegar aqui... E a gente vai transar no carro, Louis? – perguntei, rindo um pouco, quando ele desgrudou os lábios dos meus e passou a devorar meu pescoço. Meu corpo estava meio deitado sobre o banco, com o dele por cima.
- Você acha que eu tô me importando com o lugar? – resmungou ele, subindo uma das mãos pelas minhas pernas e tentando puxar minha calcinha pra baixo. O impedi, ao mesmo tempo em que tirava a chave de casa do bolso de trás dele e escorregava para fora do carro, meio desajeitada e quase tropeçando nos meus próprios pés. Louis me olhou de dentro do carro com uma expressão puta e confusa, e eu apenas sorri, da forma mais safada que podia.
- Mas eu me importo. – eu disse, correndo em seguida em direção a porta da casa, sem me importar com o salto alto ou minhas pernas meio bambas.
Vi Louis resmungar e ajeitar a calça de qualquer jeito, antes de se levantar e correr atrás de mim. Não preciso nem dizer que ele me alcançou facilmente. Tentei me concentrar em destrancar a porta de casa, mas isso era difícil com Louis atrás de mim, apertando minha cintura e chupando meu pescoço.
Consegui finalmente acertar a chave na fechadura, e nós entramos cambaleando pela sala, sem nos desgrudarmos por um segundo que fosse. Louis me empurrou contra algumas almofadas que estavam jogadas pelo chão, próximas a mesa, e se deitou sobre mim em seguida. Eu sorri ao assimilar o fato de que estávamos no chão. Não que eu tivesse alguma esperança de chegar no quarto no ritmo em que nós estávamos, mas eu pensei que pelo menos conseguiríamos chegar ao sofá.
Louis chutou os tênis e as meias pra longe de qualquer jeito, enquanto eu lutava pra abrir a fivela da minha sandália. Nossos lábios não se descolavam, e eu descia minhas unhas com força por suas costas com a outra mão, por debaixo de sua camisa, o fazendo gemer de dor e prazer. As mãos de Louis passaram a tentar em vão puxar minha blusa para cima, mas era apertada demais, ele não ia conseguir.
Arranquei as sandálias no mesmo momento em que Louis teve a brilhante idéia de afrouxar a fita de couro antes de tirar a blusa, coisa que ele fez meio violentamente. Desamarrou o lacinho e puxou os lados da blusinha, afrouxando o suficiente para erguê-la meio atrapalhado, devido à pressa. Cada centímetro que ele expunha da minha pele era imediatamente coberto por beijos meio famintos.
Fechei os olhos, absorvida demais no momento para reparar que Louis subiu minha blusa por meus braços, que eu erguera para ajudá-lo, só até a altura de meus pulsos. Senti a fita ser apertada de novo e minha blusa começar a ser levemente retorcida. Estranhei, e quando ele voltou a descer as mãos por meu corpo, tentei abaixar os braços. Não consegui. Tentei de novo e finalmente constatei o óbvio.

O filho da puta havia me amarrado.
Ele prendera meus pulsos no pé de uma das cadeiras com minha própria blusa. Tentei me soltar, mas o desgraçado tinha dado várias voltas e nós com a fita de couro. Ele riu dos meus esforços pra me libertar e continuou a trilha de beijos que fazia de meu pescoço até minha barriga.
- Me solta, Louis! – mandei, sem o menor traço de brincadeira na voz – Eu tô falando sério, num é hora pra ficar me torturando!
- Até parece que eu vou ter controle o suficiente pra torturar alguém no estado em que eu tô. – disse ele, arrancando a própria camisa com pressa e se deitando de novo sobre mim, com aquele físico absurdamente gostoso – Só acho excitante ter você tão vulnerável pra mim. – ele completou, sussurrando no meu ouvido.
- E o que você vai fazer comigo? – perguntei, entrando na brincadeira. Aquilo estava cada vez melhor.
Ele olhou nos meus olhos por alguns segundos, e eu pude sentir os dele escurecerem à medida que as coisas que ele desejava fazer comigo cruzavam sua mente. Louis apenas deu uma espécie de grunhido e voltou a me beijar, subindo uma mão pro meu peito enquanto a outra deslizava para baixo da minha saia, subindo por minha coxa. Aquela era a melhor resposta que ele conseguiria me dar.
Gemi com força ao senti-lo começar a me estimular com dois dedos, enquanto com a outra mão ele arrancava meu sutiã tomara-que-caia e o jogava longe. Sua boca desceu em direção aos meus seios, ao mesmo tempo em que ele aumentava a velocidade dos dedos em mim.
Eu precisava urgentemente tocá-lo. Precisava espalmar minhas mãos por aquelas costas definidas e o puxar mais para mim, porém com as mãos presas aquilo era impossível. Não tocá-lo era torturante, e por um momento eu me perguntei porque ele estava fazendo isso comigo.

Foi então que eu lembrei.

Pra Louis, aquilo não era uma transa normal. Era uma vingança.

Mas num dá pra dizer que eu não estava gostando. Não dava para decidir se eu queria ser solta ou se preferia continuar presa. Eu queria tocá-lo, mas a tortura era estranhamente boa... E o jeito como o Louis parecia estar gostando de me manter amarrada só me deixava mais enlouquecida. Parte do meu prazer era o prazer dele, sempre fora assim.
- Se é pra me deixar presa, - comecei, com a voz falha – pelo menos vai logo com isso. Eu quero você, seu imbecil. Eu preciso de você logo, ou eu acho que vou explodir.
Ele parou o que estava fazendo para me olhar com aqueles olhos transbordando malícia. Seu rosto continha uma expressão clara de tesão, que parecia ter aumentado com as minhas palavras. Sem dizer mais nada, Louis levantou minha saia e tirou minha calcinha com pressa. Em seguida, abriu rapidamente a calça, com as mãos trêmulas e o olhar fixo no meu. Abaixou-a junto com a boxer e me penetrou imediatamente, com tanta força que me fez gritar ao invés de gemer.
E ele não parou. Continuou investindo contra mim com força, gemendo e literalmente urrando tanto quanto eu a cada movimento. Eu não conseguia formar pensamentos coerentes no momento, só o que ocupava minha cabeça era o prazer quase inacreditável que eu sentia. Nunca havia imaginado que algo tão... Bruto pudesse ser tão bom.
Quando eu achava que já não seria possível aumentar a intensidade das investidas, ele fez exatamente isso. Por um momento cheguei a achar que ia desmaiar, era demais para mim. O ritmo louco dos movimentos, o fato de não poder tocá-lo, a voz dele sussurrando em meu ouvido frases impublicáveis entre os gemidos fortes... Não pude controlar o pedido desesperado por “mais” que escapou de meus lábios. Louis afastou o corpo do meu, ficando apoiado nos braços esticados dos dois lados da minha cabeça.
- Mais? – perguntou ele, com um sorriso cruel. Fiz que sim com a cabeça e na mesma hora percebi a besteira que havia feito, já que o sorriso de Louis aumentou.
Ele começou a fazer movimentos lentos, sem parar de me olhar. Fechei os olhos, mal acreditando que ele ia realmente me torturar daquele jeito. Esperei que ele não resistisse muito tempo naquele ritmo, mas aparentemente seu prazer em me deixar louca era ainda mais forte do que sua vontade de ir mais rápido.
Senti meus olhos se enchendo de lágrimas. É, eu estava quase chorando, tão forte era meu desespero pelos movimentos fortes de novo. Parecia ridícula a necessidade que eu tinha daquilo, mas eu não conseguia me controlar.
- Louis, por favor... – pedi, com os olhos lacrimejando um pouco. Ele me olhou visivelmente espantado por um milésimo de segundo, antes de entender. Seu olhar escureceu mais ainda de desejo e ele investiu uma vez contra mim, com força, me fazendo morder os lábios pra não berrar de prazer. Ver minha reação o fez entender o quão séria estava a situação pra mim, e ele investiu de novo, mais forte. Gemi de aprovação e ele jogou a cabeça pra trás, gemendo baixo.
- Você vai me matar, garota... – disse Louis, voltando ao ritmo intenso de antes.
Não demorou muito para eu perceber na expressão dele que seu orgasmo não demoraria a chegar. Tive um breve acesso de pânico. E se ele resolvesse me deixar – literalmente – na mão? Ele estava com raiva de mim, não estava? Não tinha obrigação nenhuma de se preocupar com o meu prazer.
Mas esses pensamentos idiotas sumiram no momento em que ele segurou forte a minha cintura e intensificou o ritmo, me olhando com cara de quem tentava ao máximo se controlar.
- Assim tá bom? – ele me perguntou, com a voz trêmula, e eu assenti com a cabeça, sorrindo. Eu era burra de pensar uma coisa daquelas dele. Era o Louis, ele me ajudaria a chegar lá antes, como sempre fazia.
Ele continuou, e eu comecei a sentir que meu orgasmo também não demoraria.
- (seu apelido), eu não vou agüentar muito mais... – Louis avisou, em tom desesperado, e uma pequena parte do meu cérebro, que não estava totalmente dominada pelas sensações, registrou o fato de ele ter voltado a me chamar de “(seu apelido)”. Ele se moveu mais uma vez e eu gozei, de uma forma tão intensa que eu nem pensava ser possível. No mesmo momento, Louis parou de se segurar, dando um gemido rouco no meu ouvido e deixando o corpo desabar sobre o meu, me esmagando um pouco, mas de um jeito bom.
Me sentia exausta como nunca antes na minha vida, e ao mesmo tempo extremamente relaxada. Comecei a sentir um sono irresistível, e olhei pra ele sorrindo meio abobalhada antes de apagar totalmente.


Louis POV


Senti todos os meus músculos se contraírem e relaxarem em seguida, me dando uma sensação de calma e satisfação. Nem me preocupei em sair de dentro dela, já que tinha certeza que (seu apelido) continuava tomando pílula. Um sorriso provavelmente bem idiota surgiu no meu rosto enquanto eu olhava a (seu apelido), que também sorria boba. Ela fechou os olhos em seguida, e sua respiração se acalmou, me fazendo sorrir. Ela dormiu, e eu não podia culpá-la. Também me sentia totalmente acabado.
Desamarrei os braços dela e a puxei mais pra mim. (seu apelido) sorriu no sono e se aninhou em meus braços, como sempre fazia. Dude, eu nem lembro mais por que eu tava puto com ela... Mas não quero lembrar agora. Ficar agarradinho com a (S/N) é tão melhor do que brigar... Certo, isso foi gay, e se você espalhar isso, morre.
Ajeitei um travesseiro atrás da minha cabeça e me deixei dormir ali mesmo, com minha doidinha nos meus braços.

Acordei algumas horas depois, graças a um carro que passara com caixa de som extremamente alta pela rua. Me movi sem querer, acordando (S/N). Ela abriu os olhos devagar e me encarou, sorrindo.
- Oi. – disse (seu apelido), mordendo os lábios e me dando um sorriso envergonhado. Nessas horas eu tenho vontade de apertar essa criatura por ser tão fofa!
- Oi, coisa linda. – respondi, praticamente babando, fazendo ela corar.
- Que horas são? – (S/N) perguntou, coçando os olhos.
- Quatro e meia da manhã. – respondi, conferindo o relógio – A gente pode dormir mais um pouco.
- Ok. Mas no quarto. E eu quero tomar um banho antes. – dizendo isso, (seu apelido) se sentou. Fez imediatamente uma careta de dor que me deixou preocupado.
- Que foi? – perguntei, assustado. Ela me olhou e... Começou a rir. Muito.
Esperei o acesso de riso passar, mas não passou. Comecei a ficar impaciente.
- (S/N), o que foi?
- Ahn... Eu vou precisar de ajuda pra tomar banho. – disse ela, rindo mais ainda.
- Por quê? – ela estava me confundido.
- Porque eu acho que não vou conseguir andar. – respondeu ela, sorrindo culpada e mordendo os lábios.
- Por que não...? – comecei a perguntar, mas parei imediatamente quando (S/N) me olhou significativamente.

Oh. Entendi, e...OH!

- Espera aí! – perguntei, apavorado – Quer dizer que você... Que tá doendo porque... Que eu... – não dava pra completar essa pergunta, mas ela entendeu, e assentiu, ainda rindo. RINDO. Ela tá louca?!
- Que foi, Louis? – perguntou ela, ao perceber minha cara de pânico.
- Como assim “que foi”? Cacete, eu sou um merda! – eu disse, escondendo meu rosto entre as mãos.
- Boo...
- Caralho, porra, puta que pariu! Eu não presto mesmo! – eu tinha vontade de me chutar – Como é que eu faço uma coisa dessas com você?
- Que foi, homem? – perguntou ela, assustada.
- Foi que eu machuquei você! – eu disse, a abraçando imediatamente – Desculpa, amor... Ou melhor, não me desculpa não! Eu sou um bosta, eu... Eu devia ter me controlado melhor, mas eu tava com tanta raiva... Nem pensei que talvez estivesse te machucando. E você ficava ali, pedindo mais, e chorou quando eu parei... Porra, (seu apelido), você sabe que eu não resisto a lágrimas!
- Boo, tá tudo bem... – ela parecia confusa.
- Não tá não, eu devia ter controlado melhor essa vontade. Mas você pediu mais, eu fiquei louco! Mas a culpa não é sua, é minha. Eu que sou um merda, e...
- PÁRA! – ela gritou, rindo – Me escuta. Não tá doendo tanto assim! E eu gostei.
- Gostou? – Ok, eu vi que ela estava gostando na hora, mas agora?
- É. – ela olhou pro chão, sorrindo abobalhada – Tanto que, como você disse, eu pedi. Foi bom, você descontrolado daquele jeito... – agora ela estava vermelha – E não tá doendo de verdade, é só uma dorzinha... Boa.
- Nem vem, (seu apelido), desde quando dor é boa? – perguntei, e ela me deu aquele olhar significativo de novo. Na mesma hora lembrei das unhas dela nas minhas costas.
Ok, então algumas dores são boas. Mas é impossível essa ser uma delas!
Abri a boca pra falar algo, mas ela me interrompeu:
- Shh, num fala nada. – colocou um dedo na minha boca, selando meus lábios – Você não me machucou, pelo menos não de um jeito que eu não queria. – tentei interrompê-la, mas ela não deixou – E é o tipo de coisa que eu vou querer repetir.
- Você acha que eu vou fazer isso de novo? – perguntei, incrédulo – Não mesmo, a partir de hoje você é minha bonequinha de porcelana!
- Se eu te provocar de novo você faz. – ela disse, simplesmente. E o pior é que ela tá certa. Eu sou um canalha a esse ponto.
- (seu apelido), eu não quero te...
- Você não vai. E eu vou querer de novo... Ah, vai dizer que não foi bom?
Foi. Bom demais, esse é o problema. Cair na tentação e agarrá-la desse jeito de novo vai ser fácil demais. Principalmente porque esse projeto de masoquista sabe me provocar como ninguém.
- Agora desmancha esse bico! – disse ela, sorrindo e me dando um selinho. Catou minha camisa, que estava jogada ali perto, e a vestiu – E me leva no colo até o banheiro!
- É o mínimo que eu posso fazer, né? – falei, ainda emburrado. Vesti minha boxer e peguei-a no colo, carregando (seu apelido) pelas escadas em direção à suíte, como se ela fosse feita de vidro. Eu ainda estava me sentindo culpado. Tudo bem que ela gostou daquilo, mas podia não ter gostado. Eu podia ter machucado a coisinha mais perfeita do universo.
Coloquei (S/N) no chão com cuidado ao chegarmos no banheiro do quarto, fazendo-a rir. Eu ainda não entendi o que ela vê de tão engraçado nessa história toda, mas é melhor não discutir. Sempre soube que tinha um parafuso a menos naquela cabecinha linda.
- Toma seu banho que eu vou ver se tem algo pra comer na cozinha. – falei, colocando uma mecha do cabelo dela pra trás da orelha e lhe dando um selinho. Me virei de costas pra sair do banheiro, mas ela me impediu, abraçando-me por trás.
- Não me deixa sozinha, toma banho comigo... – pediu, com aquele tom de voz irresistível, ficando na ponta dos pés pra encostar a cabeça em meu ombro.
- Não sei se é uma boa idéia... – avisei, me virando de frente para ela e abraçando sua cintura. (seu apelido) colocou os braços em volta do meu pescoço e fez biquinho.
- Mas... E se eu escorregar no banheiro e me machucar? Você tem que cuidar de mim, lembra...? – disse ela, me olhando daquele jeito pidão e tentando controlar o sorrisinho que brincava em seus lábios.
Ah, eu conhecia aquele sorriso. (S/N) só sorria desse jeito quando estava com segundas, terceiras, quartas intenções. Dude, como ela consegue pensar em sexo quando teoricamente devia estar querendo se recuperar? Ok, a (seu apelido) não é mais a única pensando em sexo aqui. Mas a culpa não é minha se ela fica sexy desse jeito quando morde o lábio inferior e me olha assim... Mas, não! Eu posso até tomar banho com ela, mas não vou fazer nada. Posso machucá-la mais ainda, será que a (seu apelido) não entende?
Deixei que ela me puxasse para dentro do chuveiro querendo bater em mim mesmo. Porra, alguém me explica como ela me domina dessa maneira? Olha a idade dela, olha a minha. Olha o tamanho dela, olha o meu. Como eu deixo uma coisinha desse tamanho mandar e desmandar em mim? Você é uma decepção mesmo, Louis Tomlinson.
(seu apelido) ligou o chuveiro, ficando embaixo da água, ainda usando minha camisa. Detalhe: a camisa era branca. Puta que pariu, por que eu preciso lidar com tamanha tentação, meu Deus? Eu tento cuidar da (seu apelido), mas ela num deixa, porra! Precisa ficar me provocando desse jeito?
Fiquei ali, parado, com os olhos vidrados no corpo dela, tentando convencer a mim mesmo de que não era uma boa idéia avançar na minha namorada agora. (seu apelido) sorriu e veio devagar na minha direção. Dei um passo pra trás, encontrando a parede do box. Ela parou na minha frente, colocando as mãos em meus ombros e começando a distribuir beijos de leve por ali. Pedi que ela parasse, entre gemidos, sem um pingo de convicção. (S/N) apenas riu perto do meu ouvido e desceu a mão pelo meu tórax, chegando a barra da minha boxer e descendo ela devagar, enquanto subia a trilha de beijos em direção a minha orelha. A orelha não, tudo menos isso, eu não agüento... Como se adivinhasse meus pensamentos, ela mordeu de leve o lóbulo, me fazendo tremer inteiro.
- Pára de resistir, você sabe que não consegue... – disse ela, agora beijando do meu peito até minha barriga. (seu apelido) se ajoelhou no chão molhado e eu suspirei, já sabendo o que vinha em seguida.
Começou apenas beijando minha ereção de leve, fazendo com que meus pelos da nuca se eriçassem. Ela prosseguiu, começando a chupar devagar e me fazendo segurar na parede para não cair, já que minhas pernas vacilaram. Acariciei seus cabelos como uma forma inconsciente de agradecimento, enquanto ela continuava os movimentos lentos.
(seu apelido) parou logo depois, me fazendo gemer em protesto. Levantou-se e encostou-se na parede de frente para mim, embaixo do chuveiro, fazendo a carinha mais safada do planeta. Dobrou uma das pernas de forma que seu pé também se encostasse à parede e me chamou com o dedo. Eu fui, me sentindo um idiota por ser tão cachorrinho dela. Mas não daria pra parar agora, Dude. Eu sou homem e a carne é muito fraca.
Puxei a blusa que ela usava para cima e joguei-a longe, erguendo (seu apelido) nos meus braços em seguida e a beijando. Ela colocou as pernas ao redor do meu quadril e apoiou os braços nos meus ombros, esperando que eu continuasse.
A penetrei devagar, prestando atenção em seu rosto. Eu pararia ao menor sinal de dor que encontrasse ali, mas não vi nenhum. (seu apelido) apenas sorriu e mordeu os lábios de novo, de olhos fechados. Comecei movimentos bem lentos, provocando um gemido contrariado da parte dela. Ignorei, continuando no mesmo ritmo. Já que eu havia me rendido a esse ponto, pelo menos seria como eu queria. E no momento, o que eu queria era não machucá-la de novo, coisa que com certeza aconteceria se eu fosse mais bruto agora. Isso nem (seu apelido) poderia negar.
O problema é que aquilo era tão torturante pra mim quanto era pra ela, e (S/N) não estava ajudando com seus pedidos desesperados para eu ir mais rápido. Suspirei e acelerei um pouco, observando a reação de (seu apelido). Ela gemeu um pouquinho mais forte, mas em sinal de prazer, então eu continuei. Estabeleci um ritmo agora não tão lento, porém cuidadoso, carinhoso, não torturante como antes. (seu apelido) sorriu um pouco em aprovação e encostou a testa na minha, com as duas mãos na minha nuca. Fechei os olhos e me deixei levar pelo clima intenso e intoxicante que nos dominava. Aquilo não era mais apenas físico, tinha algo mais ali. Meu coração batia junto com o dela, minha respiração se misturava com a de (S/N) e mais uma vez eu tive certeza do quanto eu amava aquela garota.
Gozamos juntos algum tempo depois, ambos respirando com dificuldade. Abri finalmente os olhos apenas para encontrar (seu apelido) olhando pra mim com aquela carinha boba de apaixonada. Sorri largamente e a beijei, colocando-a novamente no chão.
- Então, - comecei a dizer, quando recuperei meu fôlego – sexo com carinho ao invés de raiva é tão ruim assim? – perguntei, brincando.
- Claro que não é ruim, bobo. – ela riu, me beijando de novo – Com você seria impossível ser ruim. Foi bom... Tanto quanto antes, só que de jeitos diferentes. Mais um que eu quero repetir.
- Desse jeito fica difícil descobrir qual seu favorito, mocinha. – brinquei, colocando o dedo na ponta de seu nariz.
- Todos! – ela riu, me fazendo rir junto – Eu gosto de variedade, assim a gente não cai na rotina...
- Como se fosse possível cair na rotina morando com você! – revirei os olhos, e ela riu de novo.
- Eu gosto de ser imprevisível, algum problema? – disse ela, pegando um sabonete e começando a ensaboar minhas costas.
- Nenhum, madame. – sorri, afastando o cabelo de seu rosto e a beijando de novo.

Ficamos brincando de dar banho um no outro enquanto trocávamos alguns beijos por mais tempo, só parando quando nossos dedos já estavam enrugados. Enrolei (seu apelido) em uma toalha e a peguei no colo outra vez, saindo do banheiro e carregando-a até a cama, onde a deixei. Não sei com que milagre (S/N) não reclamou de eu deitá-la totalmente encharcada na cama. Ela sempre implicava quando eu largava minha toalha molhada ali depois do banho...
- Tá com fome? – perguntei, e o estômago dela roncou em resposta, me fazendo rir – Vou pegar algo pra gente comer, não sai daí. – dei um selinho nela e me levantei da cama.
- Sim, senhor. – disse ela, sorrindo meiga. Saí do quarto com um sorriso totalmente abobalhado e desci correndo as escadas.
A geladeira e a despensa estavam quase totalmente vazias. Eu nem tinha me tocado que estava quase zerado de comida em casa. Isso que dá ficar sem mulher, tudo fica desorganizado. Mas como alguém esperava que eu me lembrasse de comprar comida? Era sempre a (seu apelido) que insistia pra gente ir ao supermercado. Pra mim a comida surgia magicamente na despensa e pronto.
Peguei a tigela de brigadeiro que eu e Niall fizemos ontem à noite, já que era a única coisa comível naquela cozinha, coloquei numa bandeja e peguei duas colheres. Sim, eu e o Niall ficamos fazendo brigadeiro e vendo TV juntos ontem, que nem duas bichas. Culpa da (S/N) e da (sua amiga) que nos viciaram em sobremesas brasileiras.
Subi de novo as escadas, já com saudade da (seu apelido). A coisa mais comível da cozinha podia ser o brigadeiro, mais a do planeta estava nesse momento me esperando no quarto. Ok, se a (S/N) ouvisse isso ia me chamar de tarado.
Abri a porta, sorrindo um pouco culpado para (seu apelido).
- Ahn... Eu não fiz compras, então a cozinha estava vazia. Só tinha brigadeiro. – coloquei a bandeja sobre a cama e cocei a nuca, meio sem jeito.
- Eu imaginei. – (S/N) riu e pegou uma colher, começando a comer. Me sentei de frente para ela e peguei a outra. Nós ficamos em silêncio por alguns segundos, mas não era um silêncio desconfortável. Mesmo assim, eu precisava quebrá-lo.
- (seu apelido)... A gente precisa conversar, né?
- Hum... A gente ainda tá brigado? – ela perguntou, me olhando com um pouco de medo e parando de devorar o brigadeiro.
- Não. Esse é o problema, a gente ficou bem de novo, mas não resolvemos os motivos da briga. – Eu não queria voltar naquele assunto (que eu finalmente havia lembrado). Mas se a gente só deixasse aquilo passar, ia acabar voltando pra atrapalhar nossa vida no futuro. Uau, eu tô profundo hoje, que estranho. Não mais estranho do que o fato de eu estar pedindo uma DR. Geralmente é a (seu apelido) que pede pra discutir a relação, e não eu. Mas quero resolver isso de uma vez por todas pra poder seguir em frente.
- Achei que o que a gente fez hoje mais cedo fosse uma reconciliação. – disse ela, sorrindo provocante. Revirei os olhos, rindo.
- Aquilo serviu pra nos acalmar antes da conversa, mocinha. Gastar a raiva. – ela riu, e eu ri junto – Um hábito que eu acho que vamos manter. Mas no momento a gente precisa conversar sério.
- Ok... Vamos conversar então. – ela disse, sem me encarar, pegando mais uma colherada de brigadeiro. Esperei que ela dissesse mais alguma coisa, mas (S/N) continuou calada. Passaram-se cerca de dois minutos até eu finalmente juntar coragem o suficiente pra começar.
- Doeu ver você dançando com eles daquele jeito. – suspirei.
- Doeu chegar lá e encontrar você com aquelas vadias. – ela rebateu, com voz fraca. Me senti instantaneamente culpado.
- Doía quando você não atendia minhas ligações. – olhei pra ela, com o coração apertado. Só de lembrar o desespero que me deu esses dias todos...
- Doía saber que você não entendia o que tinha feito de errado. – ela me encarou também, com os olhos tristes.
- Mas o que mais doeu foi você ter ido embora. – falei, tentando não chorar. Homens não choram, Tomlinson! Ou era nisso que eu tentava acreditar.
- O que mais doeu... Foi você não ter me impedido. – vi as lágrimas se formarem nos olhos de (seu apelido) e a puxei pra mim, a abraçando forte. Ela me abraçou também, enterrando o rosto no meu peito.
- Desculpa. – eu pedi, beijando o topo da cabeça dela e acariciando seus cabelos. Uma ou outra lágrima insistia em descer pelo meu rosto.
- Você não tem que se desculpar, eu tenho. – disse ela, com a voz abafada – Quem mais errou nessa história toda fui eu.
- Eu tentei jogar as meninas da boate na sua cara...
- E olha o que eu fiz pra me vingar? – (seu apelido) se afastou, dando um sorriso sem humor – Mas é que eu cheguei lá tão disposta a fazer as pazes com você, e encontrei aquilo... Você sabe que eu não me controlo quando tô com raiva... Tava me sentindo tão mal pelo que o Zayn me contou, e foi um choque ver aquela cena...
- Por falar em Zayn, - eu disse, me lembrando de repente – tenho que ter uma conversinha com o Malik depois. Com um amigo como aquele, não sei quem precisa de inimigo! – cruzei os braços, meio irritado, e (seu apelido) levou as mãos ao meu rosto, me fazendo olhá-la.
- Você não vai brigar com o Zayn! – disse ela, séria – Ele não tem culpa de nada. Se não fosse por ele, eu não teria pensado nas burradas que estava fazendo e não estaria aqui com você agora. E quanto ao que aconteceu na boate... – ela mordeu os lábios, envergonhada – Fui eu que pedi. O Zayn só quis me ajudar, ele também achou que você estava errado.
- Vai dizer que acha que ele não se aproveitou nem um pouquinho da situação? – reclamei.
- O Zayn é o Zayn, amor. – disse (S/N), agora rindo – Ele é tarado mesmo, mas não faz por mal. Ele num tem muita noção do que é ou não exagero, mas você sabe que ele é uma das pessoas que mais torcem por nós dois. Se não fosse, não teria vindo me contar como você estava e não teria me aconselhado a te procurar.
- Ok, ok. – suspirei. Sabia que ela estava certa, o Malik era só uma criança que cresceu demais. Era acima de tudo meu amigo, e eu sei que queria o melhor pra mim e pra (seu apelido) – Mas o James me paga!
- O James é um caso à parte. – disse ela, rindo – Mas não vamos falar disso agora não...
- Tá certo. – eu disse, sorrindo. Deixa o Bourne pra lá, depois eu me acerto com ele.
- Mas... Você me desculpa por tudo isso? Porque eu já te desculpei. – disse ela, sorrindo fraco.
- Já perdoei você há muito tempo, bobinha. – beijei a ponta do nariz dela – Só me promete que nunca mais vai fazer aquilo. – pedi, me referindo ao showzinho que ela dera mais cedo.
- Prometo, se você prometer que não vai mais me provocar daquele jeito. – pediu ela, colocando os braços em volta do meu pescoço.
- Eu prometo, se você prometer nunca mais brigar comigo. – sorri, enrolando uma mecha de seu cabelo entre meus dedos.
- Isso eu num posso prometer! – ela disse, sorrindo – Num tem jeito, amor, a gente ainda vai brigar muito. Não tem como evitar, todo mundo briga, mesmo dois malucos que se amam tanto, como nós dois. – (seu apelido) roçou o nariz no meu e encostou nossas testas – Acho que não brigar seria até chato... Mas eu posso prometer sempre voltar pra você depois de cada briga.
- Ok, é o suficiente. – sorri, abraçando sua cintura e beijando-a de novo.
- E eu posso prometer também – disse ela, parando o beijo e me dando um selinho – que a gente vai sempre resolver nossas brigas como a gente fez lá na sala. – (seu apelido) concluiu, me fazendo rir.
- Você não tem jeito mesmo, né? – balancei a cabeça e ela sorriu – Mas agora vamos dormir que eu to acabado! – me joguei na cama e (seu apelido) riu alto, deitando do meu lado. Coloquei a tigela já vazia na mesa de cabeceira, com preguiça demais de levar de volta pra cozinha, e puxei (seu apelido) pra mais perto de mim. Tirei a toalha na qual ela ainda estava enrolada e joguei na poltrona, que ficava no canto do quarto. Não queria nenhum pedaço de pano entre mim e minha (S/N). Puxei o cobertor pra nos cobrir e (seu apelido) se aninhou no meu peito pela segunda vez naquela noite.
- Boa noite, linda. – eu disse, quase babando.
- Boa noite, lindo. – ela respondeu, com voz de sono.
Passaram-se alguns segundos antes de eu chamá-la de novo.
- (seu apelido)?
- Que foi? – ela perguntou, com voz tranqüila.
- Eu te amo. – cheguei a boca perto de seu ouvido e sussurrei.
Ela sorriu largamente e sussurrou em resposta, logo antes de adormecer:
- Também te amo, Boo.


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Heyy Potatos!
Então girls esse é o primeiro imagine que eu posto aqui no blog.
Então essa é a inalguração do Blog \o/
Meninos representando a minha felicidade:
Então espero que gostem desse imagine, eu peguei ele em outro blog, mas agora não lembro. Sorry :/
Mas enfim Malikisses e Horanhugs :3




 
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